MPT reforça importância do combate ao assédio em palestra no TJRN
Durante evento, foram destacados tipos de assédio e caminhos para prevenção
Natal (RN), 11/05/2026 - Com foco na promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis, respeitosos e inclusivos, a subprocuradora-geral do Trabalho Ileana Neiva participou, como palestrante, na última quinta-feira (7), do evento de encerramento da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
A programação aconteceu no Auditório do Fórum Fazendário Juiz Djanirito de Souza Moura e reuniu magistrados, servidores e colaboradores do Judiciário potiguar.
Ao abrir a mesa de debates, a desembargadora Martha Danielly destacou a importância de ampliar a discussão sobre o assédio e a discriminação no ambiente institucional. Segundo a magistrada, além de comprometer a dignidade da pessoa humana, essas práticas fragilizam a saúde mental dos trabalhadores e impactam diretamente a qualidade das relações profissionais e institucionais.
A subprocuradora-geral do Trabalho e membro do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho, abordou o tema “Assédio no Ambiente de Trabalho”. Ileana Neiva compartilhou reflexões sobre os diferentes tipos de assédio e os impactos da discriminação nas relações profissionais, além de discutir estratégias de prevenção e promoção de ambientes laborais mais saudáveis.
Ao longo da exposição, Ileana Neiva contextualizou a evolução das discussões sobre o tema até a sistematização do assédio moral pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ela explicou ainda as diferentes formas de manifestação do assédio no ambiente profissional, de acordo com a relação hierárquica entre os envolvidos.
“O assédio moral no trabalho é uma forma de violência que expõe trabalhadores a situações ofensivas, humilhantes e constrangedoras. Ele pode ocorrer de maneira vertical, horizontal ou até ascendente”, destacou a subprocuradora.
O evento também contou com uma palestra da psicóloga do TJRN, Christine Lucena. Em sua apresentação, a especialista chamou atenção para os impactos emocionais e psicológicos provocados por práticas abusivas no ambiente de trabalho, como comunicação hostil, exclusão, isolamento e manipulação de tarefas.
“As palestras realizadas hoje foram muito importantes para trazer a discussão sobre o assédio e a discriminação para o ambiente de trabalho dos próprios servidores. Escolhemos o Fórum Fazendário justamente para chamar a atenção para essa temática dentro do Poder Judiciário e reforçar a importância da conscientização. É dever de todos nós prevenir e enfrentar casos de assédio e discriminação. Precisamos reconhecer esse tipo de conduta, seja quando acontece conosco ou com outras pessoas ao nosso redor, para que possamos buscar apoio junto à Comissão de Assédio ou a qualquer outro órgão competente que possa oferecer ajuda e acolhimento”, destacou a juíza Ana Paula Nunes, representando a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TJRN.
*Com informações e fotos do TJRN
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